O Verdadeiro Amor

O Verdadeiro Amor

“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém, o maior deste é o amor” 1 Co 13.13

O verbo amar é uma palavra cheia de definições e o seu uso é tomado para defesa de qualquer coisa ou mesmo a desculpa perfeita para justificar um erro. Porque pessoas usam, muita das vezes, dessa virtude para justificar um desejo pecaminoso ou para persuadir o outro a aceitar o seu desejo? Como uma simples palavra tem diversos significados e seu uso tem poder transformador, seja para o bem ou para o mal? Essas e outras perguntas invadem a nossa mente a esse respeito. Por isso, não se pode pensar nesse verbo sem olhar para a origem.

A primeira coisa para entender da sua origem é que o amor reside em Deus e não se justifica e nem se explica fora dele. Mesmo que exista outros significados, o verdadeiro amor é um e nasce em Deus. O exemplo desse amor Deus nos deu quando enviou o seu filho para morrer na cruz, para ser o substituo do seu povo e para dar-lhes uma nova vida, uma nova identidade, um novo caminho. (Rm 5.8)

A segunda coisa que podemos entender ao olhar para a origem do amor é que Deus não apenas cria, mas por intermédio de Cristo e pela ação do Espírito Santo (Rm 5.5) ele nos dá gratuitamente, como um único vínculo que pode nos permitir viver nele e pra ele.

A terceira coisa é que esse amor é diferente porque ele não se baseia no sentimento humano, mas na ação. O amor ágape é primeiramente uma atitude de obediência para depois ser um sentimento e não o contrário. Não se pode romantizar o ato de Cristo acreditando que ele pagou a dívida porque sentiu algo pela humanidade, pelo contrário, não foi por se compadecer do homem, mas por obedecer a vontade de seu Pai. (Ef 1.5,11)

Deus possibilita o exercício do amor, porque ele nos amou primeiro (Jr 31.3, 1 Jo.4.19) e por ele amar primeiro é que o crente pode amá-lo. A relação vertical não começa do homem para Deus, mas de Deus para o homem para então o homem amar a Deus. Quando o vínculo vertical funciona, o horizontal é o resultado, o crente consegue amar o próximo porque primeiramente ele ama a Deus. É assim que o amor funciona. (1 Co 16.22, 1 Jo 2.10-11; 15-16)

Portanto, o amor exige o conhecimento de Deus, pois para amá-lo deve-se acreditar que ele existe e nele confiar por meio de Cristo. O amor é também a virtude pela qual adoramos a Deus, pois ele é o fim supremo. Então entenda, essa é a dinâmica do verdadeiro amor, desfrute dessa virtude comunicada a você.

Rev. Robert F. Mota