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PORQUE CRISTO MORREU!

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“Estavas lá quando crucificaram o meu Senhor?” pergunta o cântico espiritual. E devemos responder: “Sim, estávamos lá”. Não apenas como espectadores, mas também como participantes, culpados, entregando-o para ser crucificado.

 

Mas, embora Jesus tivesse sido levado à morte pelos pecados humanos, ele não morreu como mártir. Pelo contrário, ele foi à cruz espontaneamente, até mesmo deliberadamente. Desde o começo do seu ministério público, ele se consagrou a esse destino.

 

Ele predisse muitas vezes os seus sofrimentos e morte, e, decididamente, partiu para Jerusalém a fim de morrer ali. O uso constante que ele faz da palavra “deve” em relação à sua morte expressa não uma compulsão exterior, mas sua resolução interior de cumprir o que a seu respeito havia sido escrito. “O Bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas”, disse ele. Então, deixando de lado a metáfora, “eu dou a minha vida, ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou” (João 10:11, 17,18).

 

Além disso, quando os apóstolos resolveram escrever acerca da natureza voluntária da morte de Jesus, usaram várias vezes o mesmo verbo (paradidomi) o qual os evangelistas empregaram com relação ao ser ele entregue à morte por outros. Assim, Paulo pôde escrever que o “Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou (paradontos) por mim”. A afirmação do apóstolo talvez tenha sido um eco de Isaías 53:12, que diz que ele “derramou (pareáothe) a sua alma na morte”. Paulo também usou o mesmo verbo ao olhar para a auto-entrega voluntária do Filho à entrega do Pai. Por exemplo, “aquele que não poupou ao seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou (paredoken), porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?”

 

 É essencial que conservemos juntos estes dois modos de olhar para a cruz. No nível humano, Judas o entregou aos sacerdotes, os quais o entregaram a Pilatos, que o entregou aos soldados, os quais o crucificaram. Mas, no nível divino, o Pai o entregou, e ele se entregou a si mesmo para morrer por nós. A medida que encaramos a cruz,  podemos dizer a nós mesmos: “Eu o matei, meus pecados o enviaram à cruz”; e: “ele se entregou para morrer, seu amor o levou à cruz". (John Stott) 

 

Rev. George Canêlhas

 

 

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